É saber aceitar defeitos como se fossem qualidades. Tudo é aceitável e justificável. Só precisa-se de intenção. É não querer, assim como tais perguntas, as respostas cabíveis em situações precárias. Machucadoras. É me sentir confortável, mesmo entendendo que as respostas que tenho mudarão, como tantas já mudaram, e que também mudarei, como eu tanto já mudei. Ou não. Porque mesmo com a constante vontade de sermos diferentes, nos alugamos e perdemos tempo sendo iguais. No final das contas, não vale tanto sacrifício para mudar. Mas vale muito sacrifício para fazer as pessoas aceitarem-me como sou.
É fazer-me evitar dores, desamores e aquele calor que mata a alma de agonia. Quem afinal vive pra ser derrotado? Quem afinal quer viver pra ser derrotado? A busca pela vitória constante nos anula, ás vezes. Quem afinal tem a vida perfeita? Sempre faltará alguma coisa, pois é essa falta que faz com que queiramos prosseguir e lutar por algo. Se tem tudo, não se vive, é como um vegetal que fica parado esperando o tempo de murchar ou ser comido. Apodrece.
É que tudo enfim não passe de teorias idiotas que o mundo vai ser melhor. Porque não vai. As pessoas serão sempre ambiciosas e maldade sempre vai existir. Talvez a única solução é criarmos barreiras para tais pessoas e tirarmos como exemplo de como não ser.
É então sentar no sofá da sala, ver um programa legal, almoçar com a família e tirar isso como uma vida feliz. Porque é. Mas a mesmice faz a alma cansar, então o que me resta é sacudir o corpo e fazê-lo camaleão. Por mais que existam tropeços, erros, obstáculos. Por mais que existam pessoas pessimistas que não acreditam na mudança. Por mais que seja impossível um sonho meu ser alcançável. O que me move é a força de acreditar. E acreditar me faz evitar ser um vegetal.
[ e que assim seja...sempre]
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